sexta-feira, 14 de março de 2008

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
quando nunca pensei me decepcionar,
 mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
“quebrei a cara muitas vezes”!

Já chorei com lembranças,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade.

Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar.
Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” pra ser insignificante.



- Charles Chaplin

“Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo,quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou,pois vendo-os loucos e santos,bobos e sérios, crianças e velhos,nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão…”



- Fernando Pessoa

"As palavras não revelam
Nada mais que o pensamento
Enquanto as faces espelham
O verdadeiro pensar do momento.
Os rostos são expressões das almas
Em formas de sentimentos
E o medo é aquele que toca
Os corações covardes,
Como acordes do piano."


'Viajando com Raul Seixas'
José Benedito Farias

domingo, 2 de março de 2008

"Faz tempo... muito tempo. E assim volto à mesma estaca, ao mesmo passo. Talvez até regredindo. O pior é que é tão igual, que é como se voltasse no tempo. É exatamente o mesmo passado, até impressiona, logo a mim."


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

"Nada está direto. A vida é insuportável.
Mas devemos calar."


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Meu abismo, meu abrigo! Só se vive o que se ama
Por isso, conta comigo pra qualquer destino


Olhe em volta

O que pôs tudo a perder em minha vida foram aqueles cinco minutos... foram os cinco minutos mais demorados de minha vida, onde vi tudo o que eu tinha construído a minha volta, desmoronando, a cada lágrima mais um pedaço de mim ficava naquele lugar. Ouvia a voz de quem eu amava, de quem me fazia feliz, de quem eu amava, de quem esteve sempre ao meu lado. A sua doce voz me dizia que não havia mais jeito, que naquele minuto, tudo acabava...
O último abraço amigo, a dor em meus olhos, e a coragem do último adeus que pairava bem longe de meu ser. Senti algo incrível! Em medos de dois minutos senti a maior segurança de minha vida, e nesses mesmos dois minutos o maior medo, o chão sob meus pés caia, se monstrando fraco, assim como eu. Palavras amigas, conselhos, uma certa história sobre subir degraus, sobre não precisar de ninguém, parecia atraente, na prática, é diferente.
Desses cinco minutos, o último foi o mais claro, mais rápido, o mais doído. Me vi, sem perceber, estacionada bem ao meio da rua. Não escutava os gritos, não sentia o vento bater, não falava a dor. Fechei os olhos, vi todo o amor que eu tinha, passar, e enfim me vi sozinha, perdida num canto qualquer.
Foram cinco minutos, minutos em que tudo de bom que havia em mim foram bruscamente arrancados.
Hoje, esses cinco minutos, mais tarde, se transformaram em cinco estrelas que vivem todo dia comigo, iluminando meu sorriso cada vez mais.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2008


"Sou um cara muito sincero, digo exatamente
aquilo que está passando na minha cabeça.
Aí as pessoas acham que é loucura. Mas, no fundo,
o que procuro mesmo é não fazer tipo algum."


(Cazuza)

sábado, 26 de janeiro de 2008

Podia ser verdade

Eu estava ali, parada na quina do corredor, observando o movimento das pessoas só esperando pelo meu momento. Sabia por qual porta eu queria entrar, respirava cada vez mais pesado e me faltava coragem pro toc toc. Continuei ali, parada, esperando a porta abrir e eu ver sua imagem, quase esquecida de tão lembrada. Foi quando vagarosamente ela foi se abrindo...
Oh meu deus! Como ele estava lindo! Sua barbinha sem graça de sempre, seu cabelo agora estava comprido e ele tinha um incrível ar de felicidade que cada segundo que passava o deixava mais lindo. Fui saindo de trás da quina, sem intenção, só queria me aproximar, observá-lo de mais perto, ver todos os detalhes do meu sempre amado Diego. Os olhos dele correram por todo corredor foi quando me encontraram, estagnado, tanto quanto eu. Sua face repentinamente mudou, seus olhos brilhavam e diziam tudo aquilo que ele ocultava ao falar comigo, ao longe. Seus olhos não conseguiram esconder que aquele amor ainda existia, apesar de tudo que havia acontecido. As promessas não tinham sido jogadas ao vento e o sentimento, mesmo que distante, não estava morto, apenas desacreditado. Mas agora... agora eu estava à sua frente! Sem saber o que fazer, mas à sua frente. Minhas pernas, automaticamente, foram caminhando em sua direção. Cada passo era acompanhado de um medo, medo por não saber qual seria sua reação. Estava à um passo dele, novamente parei e fiquei ali, sentindo o vento bater, ouvindo a voz de muitas daquelas pessoas que passavam, esperando o tempo parar.
Dei um passo, frente a frente com ele, olhos nos olhos, fui me aproximando mais... lhe dei um beijo no rosto e pronunciei “Mais do que ontem, menos do que amanhã”. Minha vontade era de... Acho que não tinha vontades, eu não tinha desejos. Mal respirava! Estava assustada, parecia um sonho! Esperei tanto por aquele momento...
Fui me virando, desci os degraus e fui embora, só.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Incrível como só de te escutar, eu aprendo...



"As mães não são perfeitas. Um olhar sensível e verdadeiramente humano, no entanto, vê na imperfeição delas, a perfeição. As mães não são deusas. Não. Mas, pode crer, chegam bem perto."

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

(Marisa Monte - Infinito Particular)

Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou portabandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular


quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Sem Ana, Blues

Quando Ana me deixou - essa frase ficou na minha cabeça, de dois jeitos - e depois que Ana me deixou. Sei que não é exatamente uma frase, só um começo de frase, mas foi o que ficou na minha cabeça. Eu pensava assim: quando Ana me deixou - e essa não-continuação era a única espécie de não continuação que vinha. Entre aquele quando e aquele depois, não havia nada mais na minha cabeça nem na minha vida além do espaço em branco deixado pela ausência de Ana, embora eu pudesse preenchê-lo - esse espaço branco sem Ana - de muitas formas, tantas quantas quisesse, com palavras ou ações. Ou não-palavras e não-ações, porque o silêncio e a imobilidade foram dois dos jeitos menos dolorosos que encontrei, naquele tempo, para ocupar meus dias, meu apartamento, minha cama, meus passeios, meus jantares, meus pensamentos, minhas trepadas e todas essas outras coisas que formam uma vida com ou sem alguém como Ana dentro dela.

Quando Ana me deixou, eu fiquei muito tempo parado na sala do apartamento, cerca de oito horas da noite, com o bilhete dela nas mãos. No horário de verão, pela janela aberta da sala, à luz das oito horas da noite podiam-se ainda ver uns restos dourados e vermelho deixados pelo sol atrás dos edifícios, nos lados de Pinheiros. Eu fiquei muito tempo parado no meio da sala do apartamento, o último bilhete de Ana nas mãos, olhando pela janela os dourados e o vermelho do céu. E lembro que pensei agora o telefone vai tocar, e o telefone não tocou, e depois de algum tempo em que o telefone não tocou, e podia ser Lucinha da agência ou Paulo do cineclube ou Nelson de Paris ou minha mãe do Sul, convidando para jantar, para cheirar pó, para ver Nastassia Kinski nua, pergunrando que tempo fazia ou qualquer coisa assim, então pensei agora a campainha vai tocar. Podia ser o porteiro entregando alguma dessas criancinhas meio monstros de edifício, que adoram apertar as campainhas alheias, depois sair correndo. Ou simples engano, podia ser. Mas a campainha também não tocou, e eu continuei por muito tempo sem salvação parado ali no centro da sala que começava a ficar azulada pela noite, feito o interior de um aquário, o bilhete de Ana nas mãos, sem fazer absolutamente nada além de respirar.

Depois que Ana me deixou - não naquele momento exato em que estou ali parado, porque aquele momento exato é o momento-quando, não o momento-depois, e no momento-quando não acontece nada dentro dele, somente a ausência da Ana, igual a uma bolha de sabão redonda, luminosa, suspensa no ar, bem no centro da sala do apartamento, e dentro dessa bolha é que estou parado também, suspenso também, mas não luminoso, ao contrário, opaco, fosco, sem brilho e ainda vestido com um dos ternos que uso para trabalhar, apenas o nó da gravata levemente afrouxado, porque é começo de verão e o suor que escorre pelo meu corpo começa a molhar as mãos e a dissolver a tinta das letras no bilhete de Ana - depois que Ana me deixou, como ia dizendo, dei para beber, como é de praxe.

De todos aqueles dias seguintes, só guardei três gostos na boca - de vodca, de lágrima e de café. O de vodca, sem água nem limão ou suco de laranja, vodca pura, transparente, meio viscosa, durante as noites em que chegava em casa e, sem Ana, sentava no sofá para beber no último copo de cristal que sobrara de uma briga. O gosto de lágrimas chegava nas madrugadas, quando conseguia me arrastar da sala para o quarto e me jogava na cama grande, sem Ana, cujos lençóis não troquei durante muito tempo porque ainda guardavam o cheiro dela, e então me batia e gemia arranhando as paredes com as unhas, abraçava os travesseiros como se fossem o corpo dela, e chorava e chorava e chorava até dormir sonos de pedra sem sonhos. O gosto de café sem açúcar acompanhava manhãs de ressaca e tardes na agência, entre textos de publicidade e sustos a cada vez que o telefone tocava. Porque no meio dos restos dos gostos de vodca, lágrima e café, entre as pontadas na cabeça, o nojo da boca do estômago e os olhos inchados, principalmente às sextas-feiras, pouco antes de desabarem sobre mim aqueles sábados e domingos nunca mais com Ana, vinha a certeza de que, de repente, bem normal, alguém diria telefone-para-você e do outro lado da linha aquela voz conhecida diria sinto-falta-quero-voltar. Isso nunca aconteceu.

O que começou a acontecer, no meio daquele ciclo do gosto de vodca, lágrima e café, foi mesmo o gosto de vômito na minha boca. Porque no meio daquele momento entre a vodca e a lágrima, em que me arrastava da sala para o quarto, acontecia às vezes de o pequeno corredor do apartamento parecer enorme como o de um transatlântico em plena tempestade. Entre a sala e o quarto, em plena tempestade, oscilando no interior do transatlântico, eu não conseguia evitar de parar à porta do banheiro, no pequeno corredor que parecia enorme. Eu me ajoelhava com cuidado no chão, me abraçava na privada de louça amarela com muito cuidado, com tanto cuidado como se abraçasse o corpo ainda presente de Ana, guardava prudente no bolso os óculos redondos de armação vermelhinha, enfiava devagar a ponta do dedo indicador cada vez mais fundo na garganta, até que quase toda a vodca, junto com uns restos de sanduíches que comera durante o dia, porque não conseguia engolir quase mais nada, naqueles dias, e o gosto dos muitos cigarros se derramassem misturados pela boca dentro do vaso de louça amarela que não era o corpo de Ana. Vomitava e vomitava de madrugada, abandonado no meio do deserto como um santo que Deus largou em plena penitência - e só sabia perguntar por que, por que, por que, meu Deus, me abandonaste? Nunca ouvi a resposta.

Um pouco depois desses dias que não consigo recordar direito - nem como foram, nem quantos foram, porque deles só ficou aquele gosto de vômito, misturados, no final daquela fase, ao gosto das pizzas, que costumava perdir por telefone, principalmente nos fins-de-semana, e que amanheciam abandonadas na mesa da sala aos sábados, domingos e segundas, entre cinzeiros cheios e guardanapos onde eu não conseguia decifrar as frases que escrevera na noite anterior, e provavelmente diziam banalidades, como volta-para-mim-Ana ou eu-não-consigo-viver-sem-você, palavras meio derretidas pelas manchas do vinho, pela gordura das pizzas -, depois daqueles dias começou o tempo em que eu queria matar Ana dentro de tudo aquilo que era eu, e que incluía aquela cama, aquele quarto, aquela sala, aquela mesa, aquele apartamento, aquela vida que tinha se tornado a minha depois que Ana me deixou.

Mandei para a lavanderia os lençóis verde-clarinhos que ainda guardavam o cheiro de Ana - e seria cruel demais para mim lembrar agora que cheiro era esse, aquele, bem na curva onde o pescoço se transforma em ombro, um lugar onde o cheiro de nenhuma pessoa é igual ao cheiro de outra pessoa -, mudei os móveis de lugar, comprei um Kutka e um Gregório, um forno microondas, fitas de vídeo, duas dúzias de copos de cristal, e comecei a trazer outras mulheres para casa. Mulheres que não eram Ana, mulheres que jamais poderiam ser Ana, mulheres que não tinham nem teriam nada a ver com Ana. Se Ana tinha os seios pequenos e duros, eu as escolhia pelos seios grandes e moles, se Ana tinha os cabelos quase louros, eu as trazia de cabelos pretos, se Ana tivesse a voz rouca eu a selecionava pelas vozes estridentes que gemiam coisas vulgares quando estávamos trepando, bem diversas das que Ana dizia ou não dizia, ela nunca dizia nada além de amor-amor ou meu-menino-querido, passando dos dedos da mão direita na minha nuca e os dedos da mão esquerda pelas minhas costas. Vieram Gina, a das calcinhas pretas, e Lilian, a dos olhos verdes frios, e Beth, das coxas grossas e pés gelados, e Marilene, que fumava demais e tinha um filho, e Mariko, a nissei que queria ser loura, e também Marta, Luiza, Creuza, Júlia, Débora, Vivian, Paula, Teresa, Luciana, Solange, Maristela, Adriana, Vera, Silvia, Neusa, Denise, Karina, Cristina, Marcia, Nadir, Aline e mais de 15 Marias, e uma por uma das garotas ousadas da Rua Augusta, com suas botinhas brancas e minissaia de couro, e destas moças que anunciam especialidades nos jornais. Eu acho que já vim aqui uma vez, alguma dizia, e eu falava não lembro, pode ser, esperando que tirasse a roupa enquanto eu bebia um pouco mais para depois tentar entrar nela, mas meu pau quase nunca obedecia, então eu afundava a cabeça nos seus peitos e choramingava babando sabe, depois que Ana me deixou eu nunca mais, e mesmo quando meu pau finalmente endurecia, depois que eu conseguia gozar seco ardido dentro dela, me enxugar com alguma toalha e expulsá-la com um cheque cinco estrelas, sem cruzar ¿ então eu me jogava de bruços na cama e pedia perdão à Ana por traí-la assim, com aquelas vagabundas. Trair Ana, que me abandonara, doía mais que ela ter me abandonado, sem se importar que eu naufragasse toda noite no enorme corredor de transatlântico daquele apartamento em plena tempestade, sem salva-vidas.

Depois que Ana me deixou, muitos meses depois, veio o ciclo das anunciações, do I Ching, dos búzios, cartas de Tarot, pêndulos, vidências, números e axés ¿ ela volta, garantiam, mas ela não voltava - e veio então o ciclo das terapias de grupo, dos psicodramas, dos sonhos junguianos, workshops transacionais, e veio ainda o ciclo da humildade, com promessas à Santo Antônio, velas de sete dias, novenas de Santa Rita, donativos para as pobres criancinhas e velhinhos desamparados, e veio depois o ciclo do novo corte de cabelos, da outra armação para os óculos, guarda-roupa mais jovem, Zoomp, Mister Wonderful, musculação, alongamento, yoga, natação, tai-chi, halteres, cooper, e fui ficando tão bonito e renovado e superado e liberado e esquecido dos tempos em que Ana ainda não tinha me deixado que permiti, então, que viesse também o ciclo dos fins de semana em Búzios, Guarajá ou Monte Verde e de repente quem sabe Carla, mulher de Vicente, tão compreensiva e madura, inesperadamente, Mariana, irmã de Vicente, transponível e natural em seu fio dental metálico, por que não, afinal, o próprio Vicente, tão solícito na maneira como colocava pedras de gelo no meu escocês ou batia outra generosa carreira sobre a pedra de ágata, encostando levemente sua musculosa coxa queimada de sol e o windsurf na minha musculosa coxa também queimada de sol e windsurf. Passou-se tanto tempo depois que Ana me deixou, e eu sobrevivi, que o mundo foi se tornando ao poucos um enorme leque escancarado de mil possibilidades além de Ana. Ah esse mundo de agora, assim tão cheio de mulheres e homens lindos e sedutores interessantes e interessados em mim, que aprendi o jeito de também ser lindo, depois de todos os exercícios para esquecer Ana, e também posso ser sedutor com aquele charme todo especial de homem-quase-maduro-que-já-foi-marcado-por-um-grande-amor-perdido, embora tenha a delicadeza de jamais tocar no assunto. Porque nunca contei à ninguém de Ana. Nunca ninguém soube de Ana em minha vida. Nunca dividi Ana com ninguém. Nunca ninguém jamais soube de tudo isso ou aquilo que aconteceu quando e depois que Ana me deixou.

Por todas essas coisas, talvez, é que nestas noites de hoje, tanto tempo depois, quando chego do trabalho por volta das oito horas da noite e, no horário de verão, pela janela da sala do apartamento ainda é possível ver restos de dourados e vermelhos por trás dos edifícios de Pinheiros, enquanto recolho os inúmeros recados, convites e propostas da secretária eletrônica, sempre tenho a estranha sensação, embora tudo tenha mudado e eu esteja muito bem agora, de que este dia ainda continua o mesmo, como um relógio enguiçado preso no mesmo momento - aquele. Como se quando Ana me deixou não houvesse depois, e eu permanecesse até hoje aqui parado no meio da sala do apartamento que era o nosso, com o último bilhete dela nas mãos. A gravata levemente afrouxada no pescoço, fazia e faz tanto calor que sinto o suor escorrer pelo corpo todo, descer pelo peito, pelos braços, até chegar aos pulsos e escorregar pela palma das mãos que seguram o último bilhete de Ana, dissolvendo a tinta das letras com que ela compôs palavras que se apagam aos poucos, lavadas pelo suor, mas que não consigo esquecer, por mais que o tempo passe e eu, de qualquer jeito e sem Ana, vá em frente. Palavras que dizem coisas duras, secas, simples, arrevogáveis. Que Ana me deixou, que não vai voltar nunca, que é inútil tentar encontrá-la, e finalmente, por mais que eu me debata, que isso é para sempre. Para sempre então, agora, me sinto uma bolha opaca de sabão, suspensa ali no centro da sala do apartamento, à espera de que entre um vento súbito pela janela aberta para levá-la dali, essa bolha estúpida, ou que alguém espete nela um alfinete, para que de repente estoure nesse ar azulado que mais parece o interior de um aquário, e desapareça sem deixar marcas.



(Caio Fernando Abreu)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Há um tempo
em que é preciso abandonar as roupas usadas
que já tem a forma do nosso corpo,
e esquecer nossos caminhos,
que nos levam sempre aos mesmos lugares.

É o tempo da travessia;
e se não ousarmos fazê-la
teremos ficado para sempre,
à margem de nós mesmos...


sexta-feira, 16 de novembro de 2007

"Disseste de repente que precisavas ter os pés na terra, porque se começasses a voar como eu todas as coisas estariam perdidas."


sábado, 25 de agosto de 2007

Espelho distorcido

Sexo feminino, nome de bruxa, ou melhor, de rainha das trevas, Elvira, Reininger, seu estilo de vida, quer dizer, seu sobrenome.


Pé gordo (como tudo), com unhas vermelhas e rosinha embaixo; perna grossa, ou gorda, como preferir, e branca, beeem branca; barriga gordinha, na medida certa, e um umbigo amado; peitos... hmm... dois pra ser exata; braços fofinhos, com pelinhos loiros e um (duas, na verdade) citatriz, pra enfeitar, eu diria; mão gordinha e rosa, assim como os pés, e as unhas vermelhas para combinar com o mesmo; pescoço, branco, só pra variar e, um pouco sensível; rosto abreviado para uma das sete maravilhas do mundo, ou, presente do diabo, depende do ponto de vista, mas eu apresentaria mais ou menos assim: queixo gordo, com uma pintinha, boca nem um pouco carnuda, lábios macios, nariz de batata, bochechas lisinhas e beeem gordas e, "pa acaba", um par de olhos, na cor nem isso nem aquilo, do nome bonito que ela adora dizer… castanho esverdeado. E bom, ainda tem o cabelo, ruim, disfarçado, quase sempre preso, xuquinha roxa, apelidado de... ram... leãozinho!...


No pé quase sempre all star, preto, branco, azul, roxo, vermelho, verde, laranja, o que vier ta bom, mas como gosta de variar, vira e mexe usa seu adidas ou seu freeday, não que a marca faça alguma diferença. Usa também havaiana, preta ou marrom, mas só quando está com a unha feita ou morrendo de preguiça de calçar o tênis.


Nas pernas tem pra todos os gostos. Adora uma boa calça jeans, de boca justa, mas como é revoltada com seu guarda roupa aderiu à moda (sua própria moda) do moleton e, quando está de bem com a vida, quer dizer, de bem com suas pernas, não dispensa um short, esteja calor, ou não.


Em cima, camiseta, lisa ou estampada, não importa, mas, na realidade, está sempre de casaco, de preferência com capuz.


Sua cor, o preto;


Sua música, a boa;


Sua bebida, o suco;


Sua comida... todas;


Seu hobbie, dormir;


Seu amor, o maior;


Sua família, a melhor;


Seu gosto, é qualquer um;


Seu sorriso, amarelo;


Seu medo, perder;


Seu orgulho, existir;


Seu sonho, um a cada dia;


Sua vontade, dez a cada minuto;


Sua ignorância e raiva, constantes;


Sua saudade, cotidiano;


Sua lembrança, parte do presente;


Seu retrato, aquele, meio tremido;


Seu filme, Um motivo para viver;


Seu motivo, aquele que lhe faz feliz;


Seu doce, doce, de leite;


Seu dvd, não é meu!


Seu grito, irritante;


Seu carinho, consequência;


Seu cama, espaçosa demais para um;


Seu urso, um pingüim;


Sua tarde, longa;


Seu jeito, complicado;


Sua escova de dentes, verde limão;


Sua compreenção, quase impossível;


Sua compulsão, seu vício;


Seu prazer, sorvete;


Seu desejo... depende da fome!


Sua necessidade, carinho;


Seu defeito, tantos;


Sua unha, de estimação;


Seu ódio, sua dor;


Seu humor, inconstante;


Seu impulso, está em todo lugar;


Sua viagem, caxias do sul;


Seu número... só se forem dois!, quatro e oito;


Seu aniversário, seu desprezo;


Seu desenho, animado;


Sua escola, sempre a errada;


Seu estilo, próprio;


Sua pessoa, única.





Num retrato-falado eu fichado,
exposto em diagnóstico
Especialistas analisam e sentenciam:

Deixa ser como será!
Tudo posto em seu lugar
Então tentar prever serviu pra eu me enganar.
Deixa ser, como será!
Eu já posto em meu lugar
Num continente ao revés,
em preto e branco, em hotéis.
Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê!



terça-feira, 21 de agosto de 2007

Cara, amor só existe um!


Olhos pra te rever
Boca pra te provar
Noites pra te perder
Mapas pra te encontrar

Fotos pra te reter
Luas pra te esperar
Voz pra te convencer
Ruas pra te avistar

Calma pra te entender
Verbos pra te acionar
Luz pra te esclarecer
Sonhos pra te acordar

Taras pra te morder
Cartas pra te selar
Sexo pra estremecer
Contos pra te encantar

Silêncio pra te comover
Música pra te alcançar
Refrão pra te enternecer
E agora só falta você

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Um ladrão, dois ladrões

Desde que me conheço por gente acredito que não tenho o direito de julgar alguém, de julgar atos de alguém, simplesmente não acho justo. Não vejo maneira de julgar algo sem conhecer motivos, sem estar na pele da pessoa. Porém, teimosa que sou, mesmo sem achar certo, tenho que dizer que a partir do momento em que alguém provoca dor, sofrimento a outra pessoa, (quando não conhece principalmente) está fugindo do padrão de consciência.


O peso de uma arma, o peso de uma vida. O peso de uma vida, o peso de um desejo. O peso de um objeto de valor, o peso de um vício, de um enlouquecido capricho... o peso de uma vida.


Onde está o sentido em tirar a vida de alguém por um relógio bonito e pesado? O relógio não tem consciência, o relógio não sente dor. O relógio não tem alguém pra chorar pela sua ausência. Se eu não tenho o direito de julgar, como pode, neste mundinho de Deus, alguém roubar uma vida?


Fome, loucura, medo, frio, desculpas, loucura, um ladrão. Insanidade, dois ladrões, crime. O peso da consciência. O verbo anular, se anular.




(- pra escola)

Rotina

Engraçado meu jeito de pensar "Ah! Ele não vai vir!", me
enganando, pra ver se eu paro de esperar...



segunda-feira, 13 de agosto de 2007


Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e
na paz que eu mereço
que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
e a outra metade um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
que o convívio comigo mesmo se
torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
que me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a
lembrança do que fui
e a outra metade não sei.

domingo, 15 de julho de 2007

Dor de cabeça

- Preferia não ter te visto!
Essa foi umas das mil frases que passaram em minha cabeça para lhe dizer.
Aposto como ele riria.
Riria como ri de tudo.
Aquela risada!
Escandaloza, engraçada. Contagiante, charmosa.
Como pude me prender a tamanha bobagem?
No meio de tudo, enquanto me abraçava, amavelmente, ele disse, disfaçadamente, que sentirá saudade. Seria verdade?
Se fosse eu riria.
Olharia em seus lindos olhos verdes e riria como ele ri, de tudo.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Desconhecidas lembranças

Chega até a ser engraçado a forma como me recordo de seu rosto. Pele um pouco amarelada pelo sol, um sorriso gracioso; Nariz com dois buracos e uns olhos verdes que eu descreveria simplesmente como lindos. Estávamos sós, eu e ele, quase que perdidos no estacionamento. Ele em minha frente, tão alto, encostado em algum carro desconhecido.
Chegava a mim, seu corpo sob o meu, mal conseguia se apoiar nos bancos, mas lá estava ele, tentando encontrar um caminho para chegar até minha boca. Eu só não entendia como, após tantas tentativas falhas, ele continuava ali, me implorando com o olhar cujo já não sabia mais para onde olhar, se procurava meus olhos ou minha boca, seca por um beijo roubado.
Foi engraçado quando senti o gosto de seus lábios pela primeira vez, meio sem querer e a cara que ele fez, um sorriso de canto, ao me perguntar se tinha doído...Engraçadinho! Recordo-me também de um abraço que ganhei, repleto de carinho. Era incrível como cada pedaço de meu corpo encaixava-se ao dele. Não queria soltá-lo, sentia todo seu corpo me tranqüilizando. Ele dizia que tinha que ir, pois no outro dia ele iria trabalhar, mas cada beija que lhe dava era convite para outro e mais vários outros inúmeros. No dia seguinte fui surpreendida por carinhos que até hoje me fazem falta.


segunda-feira, 23 de abril de 2007

Foram tantas as mesas que sentaram. O destino é indeciso. O destino a guiará para o mundo, para poder morrer feliz, sabendo que já sabe tudo, que de tudo já viu. Por tudo já se apaixonou, e esse tudo já largou... deixou pra trás. Versos contraditórios em seu caderno sem linhas dão forma a uma história de vida de uma moça de interior, que conheceu todas as pessoas do mundo, como se tivesse vivido várias vidas em alguns punhados de anos... vidas alheias, que ela tanto queria provar. Tanto queria saber como eram as vidas e as cidades e os varais depois do seu próprio varal. E essa moça sorri, ao lembrar de sua ânsia por pertencer a cada partícula do mundo, por pertencer a cada linha em cada mapa. E agora, ela era. Ela era dos sete mares, das mil e uma noites, dos oitenta e um dias de chuva e de sol, era todos os porta-retratos por onde passou, era uma estrela apagada lá em cima. Era todos os nomes por quem gritou, em noites de pesadelos, era todos os sonhos que fez parte, também. Era os gemidos dos seus amores deixados para trás, era cada endereço por onde deixou sua respiração impregnada nas paredes. Era cada centímetro, cada metro, cada quilometro de todas, todas mesmo, todas as cidades de que queria pertencer, todas as vidas e seus podres que queria agarrar em uma lufada acidental... e agora pertence. Ela virou imortal aos olhos do mundo, que com os mesmos olhos, a viu vagar sem rumo pelas escadas sem degraus que são os desejos.


Porque quando ele fala comigo...
A minha barriga dói?
A minha boca fica seca?
E o ar vai ficando cada vez mais pesado? Porquê?


É, eu sei, é tudo sem sentido.

01. Que horas são?
19:20h

02. Nome:
Elvira Reininger

03. Data de aniversário:
8 de janeiro

04. Signo Zodíaco:
Capricórnio

05. Idade:
15 anos

06. Tatuagem:
Falta o desenho

07. Tem estado em outro continente?
Não

08. Ama tanto alguem que seria capaz de chorar?
Fácil

09. WTF?
Que porra é essa?

10. Você teve alguma fratura?
Noup

11. Pepsi ou Coca-Cola?
Coca-cola

12. Tipos de bebidas?:
Suco de qualquer sabor, tirando alguns

13. A metade de vidro cheia ou metade vazia?:
A cheia

14. Cor de roupa intima favorita:
Preta

15. Número do calçado:
37/38

16. Número favorito:
4/8

17. Tipo de música:
Qualquer tipo de música...boa!

18. Flor(es):
As cheirosas

19. Assunto de conversação mais detestável:
Meu cabelo

20. Cor(es) favorita(s):
Verde, preto, roxo

21. História infantil favorita:
Bela e a Fera

22. Como te ver no futuro?:
Com alguém que eu ame e que me ame...feliz!

23. Tem noivo (a):
Não :~

24. Amigos especiais:

Gabriela, Vitor e Bruno

25. Tem computador:
Sim

26. Bandas preferidas:
Tantas

27. Qual a primeira coisa que você pensa quando acorda?
Eu não penso...

28. As tempestades você gosta ou elas te assustam?
Eu gosto

30. Se pudesse ser outra pessoa quem seria?
Nunca pensei nisso

31. O quem tem debaixo da sua cama?:
Um colchão

32. Esporte preferido:
Volei \o/

33. Tímido ou extrovertido:
Um pouco dos dois

34. Seu nickname:
Vih, Vivi

35. Frase que vc diz muito:
"Você peida! - Vai se foder!"

36. Gostaria de ganhar um buque de flores no seu niver:
Siiim! *-*

37. Doce ou salgado?:
Doce e depois salgado

38. Acredita que um amor pode durar eternamente?
Sim

39. Voce gosta de dirigir?
Mesmo sem dirigir, sim

41.Ultimo lugar que voce gritou:
Na rua, dizendo pro meu amigo que eu amava ele

41. O que faz quando esta aborrecido (a)?
Fico me questionando e pensando o quanto sou estúpida

e se estou perto de um amigo, o abraço

42. Amigo que vive mais longe:
Gabe

43. Hora de ir pra cama:
O mais tarde que eu conseguir

44. Evento preferido:
Qualquer lugar com pessoas queridas

45. 3 Desejos:
Ele, mamãe, escola

46. Infiel num namoro?
Depende..

47. Qual foi o teu pior erro?
Magoar quem me amava por não saber o que fazer

48. O que é amizade pra você?
Gabriela

49. É viciado em algo?
Não sei

51. Qual foi o melhor e o pior dia de sua vida?
Tento fazer com que cada dia seja o melhor

52. Voce se considera ciumento(a)?
Demais

53. Qual personagem de desenho (animes) você mais curte?
Bob Sponja, Patrick, Pica-Pau

54. São que horas?

19:29h


Se pudesse fazer três pedidos...


...não posso!

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Subsistência

Existem aqueles momentos, em que você se imagina a pessoa mais sortuda de todo o mundo e...dois minutos depois você se vê perdida e percebe que às vezes as coisas fogem do seu controle e que apesar de achar que tem tudo pra ser feliz as coisas não são bem assim. Você para, pensa, e vê tudo a sua volta se movimentando e simplesmente mudando, em meio piscar de olhos. De repente certas idéias começam a fazer sentido e depois de tudo você só não consegue entender porque as coisas não podem acontecer do seu jeito?!...

Did you ever wonder if we make the moments in our lifes or if the moments in our lifes make us? if you could go back and change just one thing about your life, would you? and if you did, would that change make your life better? or would that ultimatly break your heart?or break the heart of another? would you choose an intirely diferent path or would you choose one thing? just one moment. one moment that you always wanted back.


"E esse é o problema das pessoas que são sinceras: acham que todo mundo também é."



O caçador de pipas - Khaled Hosseini

Snow Patrol # Open your eyes




All this feels strange and untrue
And I won't waste a minute without you
My bones ache, my skin feels cold
And I'm getting so tired and so old
The anger swells in my guts
And I won't feel these slices and cuts
I want so much to open your eyes
Cos I need you to look into mine
Get up, get out, get away from these liars
Cos they don't get your soul or your fire
Take my hand, knot your fingers through mine
And we'll walk from this dark room for the last time
Every minute from this minute now
We can do what we like anywhere
I want so much to open your eyes
Cos I need you to look into mine
Tell me that you'll open your eyes

quinta-feira, 19 de abril de 2007

E eu sigo no desabafo

Eu sempre fui de confiar muito nas pessoas, no que elas fazem ou dizem. Não vejo sentido em dizer algo que não é verdade, mas bom...com ele era diferente! Não foi fácil aprender a encontrar um pouquinho de sentimento em cada palavra única que eu tinha o prazer de ouvir e quando esse pouco era tão pequeno, pequeno a ponto de ser imperceptível era ainda mais especial. Hoje depois da decepção, depois de escutar as palavras mais revoltantes percebo que confio ainda mais do que eu acreditava confiar. Brigo, e não desisto, não foi à toa, não foi tempo perdido!
Ao respirar meu perfume ele se entregava! Seu apaixonado jeito de pegar em meu pescoço e me beijar, quando me abraçava, cobrindo meu corpo, me aquecendo e me mantendo segura.
As coisas mudaram, até mais do que eu gostaria, o porquê eu não sei. Andei pensando, encontrei algumas explicações e até mesmo através delas transparece a confiança. Sempre um jeito carinhoso de decifrar suas atitudes, sem um pingo de maldade, inspirado em seus olhos! Talvez seja medo, medo de começar a sentir algo mais forte, uma falta ou necessidade impertinente que custaria passar ou... não digo medo, mas êxito de me fazer sofrer pois é visível meu afeto e seria impossível não me apegar. Talvez...talvez não seja nada disso!
Sinto uma dor no coração em lembrar de certas (muitas) coisas – a dor é pelo simples fato de tudo terminar sempre em...Decepção!.. Sinto falta de acordar e logo de manhã receber beijos e mais beijos, de rolar de um lado pro outro na cama, de minha mão acompanhando sua pele, lhe causando arrepios, de seus braços me confortando, e seus olhos me fazendo estremecer. Seu jeito de brincar e dizer – Então é assim? E logo depois correr para me abraçar e por mais que eu tente segurar, seu incrível jeito de me fazer rir. O jeito como ele me fazia sorrir é inesquecível!!!
Andei sonhando com essas coisas... Mas no sonho nós ficávamos juntos, ele se dizia apaixonado – hahaha! Hoje me peguei pensando em seus beijos...
Ah! A gente só ficava às vezes, pra que me iludir não é? Queria ter cada pedaço de minhas lembranças novamente, tudo isso que eu vejo quando fechos meus olhos... ta fazendo falta! Tudo vai ficar bem!...


"Vem me fazer sorrir de novo
Você ta fazendo falta
Cada pedaço do teu corpo
Eu queria ter de volta"