Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia; e se não ousarmos fazê-la teremos ficado para sempre, à margem de nós mesmos...
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
"Disseste de repente que precisavas ter os pés na terra, porque se começasses a voar como eu todas as coisas estariam perdidas."
Sexo feminino, nome de bruxa, ou melhor, de rainha das trevas, Elvira, Reininger, seu estilo de vida, quer dizer, seu sobrenome.
Pé gordo (como tudo), com unhas vermelhas e rosinha embaixo; perna grossa, ou gorda, como preferir, e branca, beeem branca; barriga gordinha, na medida certa, e um umbigo amado; peitos... hmm... dois pra ser exata; braços fofinhos, com pelinhos loiros e um (duas, na verdade) citatriz, pra enfeitar, eu diria; mão gordinha e rosa, assim como os pés, e as unhas vermelhas para combinar com o mesmo; pescoço, branco, só pra variar e, um pouco sensível; rosto abreviado para uma das sete maravilhas do mundo, ou, presente do diabo, depende do ponto de vista, mas eu apresentaria mais ou menos assim: queixo gordo, com uma pintinha, boca nem um pouco carnuda, lábios macios, nariz de batata, bochechas lisinhas e beeem gordas e, "pa acaba", um par de olhos, na cor nem isso nem aquilo, do nome bonito que ela adora dizer… castanho esverdeado. E bom, ainda tem o cabelo, ruim, disfarçado, quase sempre preso, xuquinha roxa, apelidado de... ram... leãozinho!...
No pé quase sempre all star, preto, branco, azul, roxo, vermelho, verde, laranja, o que vier ta bom, mas como gosta de variar, vira e mexe usa seu adidas ou seu freeday, não que a marca faça alguma diferença. Usa também havaiana, preta ou marrom, mas só quando está com a unha feita ou morrendo de preguiça de calçar o tênis.
Nas pernas tem pra todos os gostos. Adora uma boa calça jeans, de boca justa, mas como é revoltada com seu guarda roupa aderiu à moda (sua própria moda) do moleton e, quando está de bem com a vida, quer dizer, de bem com suas pernas, não dispensa um short, esteja calor, ou não.
Em cima, camiseta, lisa ou estampada, não importa, mas, na realidade, está sempre de casaco, de preferência com capuz.
Sua cor, o preto;
Sua música, a boa;
Sua bebida, o suco;
Sua comida... todas;
Seu hobbie, dormir;
Seu amor, o maior;
Sua família, a melhor;
Seu gosto, é qualquer um;
Seu sorriso, amarelo;
Seu medo, perder;
Seu orgulho, existir;
Seu sonho, um a cada dia;
Sua vontade, dez a cada minuto;
Sua ignorância e raiva, constantes;
Sua saudade, cotidiano;
Sua lembrança, parte do presente;
Seu retrato, aquele, meio tremido;
Seu filme, Um motivo para viver;
Seu motivo, aquele que lhe faz feliz;
Seu doce, doce, de leite;
Seu dvd, não é meu!
Seu grito, irritante;
Seu carinho, consequência;
Seu cama, espaçosa demais para um;
Seu urso, um pingüim;
Sua tarde, longa;
Seu jeito, complicado;
Sua escova de dentes, verde limão;
Sua compreenção, quase impossível;
Sua compulsão, seu vício;
Seu prazer, sorvete;
Seu desejo... depende da fome!
Sua necessidade, carinho;
Seu defeito, tantos;
Sua unha, de estimação;
Seu ódio, sua dor;
Seu humor, inconstante;
Seu impulso, está em todo lugar;
Sua viagem, caxias do sul;
Seu número... só se forem dois!, quatro e oito;
Seu aniversário, seu desprezo;
Seu desenho, animado;
Sua escola, sempre a errada;
Seu estilo, próprio;
Sua pessoa, única.
Num retrato-falado eu fichado, exposto em diagnóstico Especialistas analisam e sentenciam:
Deixa ser como será! Tudo posto em seu lugar Então tentar prever serviu pra eu me enganar. Deixa ser, como será! Eu já posto em meu lugar Num continente ao revés, em preto e branco, em hotéis. Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê!
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Cara, amor só existe um!
Olhos pra te rever Boca pra te provar Noites pra te perder Mapas pra te encontrar
Fotos pra te reter Luas pra te esperar Voz pra te convencer Ruas pra te avistar
Calma pra te entender Verbos pra te acionar Luz pra te esclarecer Sonhos pra te acordar
Taras pra te morder Cartas pra te selar Sexo pra estremecer Contos pra te encantar
Silêncio pra te comover Música pra te alcançar Refrão pra te enternecer E agora só falta você
Desde que me conheço por gente acredito que não tenho o direito de julgar alguém, de julgar atos de alguém, simplesmente não acho justo. Não vejo maneira de julgar algo sem conhecer motivos, sem estar na pele da pessoa. Porém, teimosa que sou, mesmo sem achar certo, tenho que dizer que a partir do momento em que alguém provoca dor, sofrimento a outra pessoa, (quando não conhece principalmente) está fugindo do padrão de consciência.
O peso de uma arma, o peso de uma vida. O peso de uma vida, o peso de um desejo. O peso de um objeto de valor, o peso de um vício, de um enlouquecido capricho... o peso de uma vida.
Onde está o sentido em tirar a vida de alguém por um relógio bonito e pesado? O relógio não tem consciência, o relógio não sente dor. O relógio não tem alguém pra chorar pela sua ausência. Se eu não tenho o direito de julgar, como pode, neste mundinho de Deus, alguém roubar uma vida?
Fome, loucura, medo, frio, desculpas, loucura, um ladrão. Insanidade, dois ladrões, crime. O peso da consciência. O verbo anular, se anular.
Engraçado meu jeito de pensar "Ah! Ele não vai vir!", me enganando, pra ver se eu paro de esperar...
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada porque metade de mim é o que penso e a outra metade um vulcão. Que o medo da solidão se afaste que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que me lembro ter dado na infância porque metade de mim é a lembrança do que fui e a outra metade não sei.
- Preferia não ter te visto! Essa foi umas das mil frases que passaram em minha cabeça para lhe dizer. Aposto como ele riria. Riria como ri de tudo. Aquela risada! Escandaloza, engraçada. Contagiante, charmosa. Como pude me prender a tamanha bobagem? No meio de tudo, enquanto me abraçava, amavelmente, ele disse, disfaçadamente, que sentirá saudade. Seria verdade? Se fosse eu riria. Olharia em seus lindos olhos verdes e riria como ele ri, de tudo.
Chega até a ser engraçado a forma como me recordo de seu rosto. Pele um pouco amarelada pelo sol, um sorriso gracioso; Nariz com dois buracos e uns olhos verdes que eu descreveria simplesmente como lindos. Estávamos sós, eu e ele, quase que perdidos no estacionamento. Ele em minha frente, tão alto, encostado em algum carro desconhecido. Chegava a mim, seu corpo sob o meu, mal conseguia se apoiar nos bancos, mas lá estava ele, tentando encontrar um caminho para chegar até minha boca. Eu só não entendia como, após tantas tentativas falhas, ele continuava ali, me implorando com o olhar cujo já não sabia mais para onde olhar, se procurava meus olhos ou minha boca, seca por um beijo roubado. Foi engraçado quando senti o gosto de seus lábios pela primeira vez, meio sem querer e a cara que ele fez, um sorriso de canto, ao me perguntar se tinha doído...Engraçadinho! Recordo-me também de um abraço que ganhei, repleto de carinho. Era incrível como cada pedaço de meu corpo encaixava-se ao dele. Não queria soltá-lo, sentia todo seu corpo me tranqüilizando. Ele dizia que tinha que ir, pois no outro dia ele iria trabalhar, mas cada beija que lhe dava era convite para outro e mais vários outros inúmeros. No dia seguinte fui surpreendida por carinhos que até hoje me fazem falta.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Foram tantas as mesas que sentaram. O destino é indeciso. O destino a guiará para o mundo, para poder morrer feliz, sabendo que já sabe tudo, que de tudo já viu. Por tudo já se apaixonou, e esse tudo já largou... deixou pra trás. Versos contraditórios em seu caderno sem linhas dão forma a uma história de vida de uma moça de interior, que conheceu todas as pessoas do mundo, como se tivesse vivido várias vidas em alguns punhados de anos... vidas alheias, que ela tanto queria provar. Tanto queria saber como eram as vidas e as cidades e os varais depois do seu próprio varal. E essa moça sorri, ao lembrar de sua ânsia por pertencer a cada partícula do mundo, por pertencer a cada linha em cada mapa. E agora, ela era. Ela era dos sete mares, das mil e uma noites, dos oitenta e um dias de chuva e de sol, era todos os porta-retratos por onde passou, era uma estrela apagada lá em cima. Era todos os nomes por quem gritou, em noites de pesadelos, era todos os sonhos que fez parte, também. Era os gemidos dos seus amores deixados para trás, era cada endereço por onde deixou sua respiração impregnada nas paredes. Era cada centímetro, cada metro, cada quilometro de todas, todas mesmo, todas as cidades de que queria pertencer, todas as vidas e seus podres que queria agarrar em uma lufada acidental... e agora pertence. Ela virou imortal aos olhos do mundo, que com os mesmos olhos, a viu vagar sem rumo pelas escadas sem degraus que são os desejos.
Porque quando ele fala comigo... A minha barriga dói? A minha boca fica seca? E o ar vai ficando cada vez mais pesado? Porquê?
É, eu sei, é tudo sem sentido.
01. Que horas são? 19:20h
02. Nome: Elvira Reininger
03. Data de aniversário: 8 de janeiro
04. Signo Zodíaco: Capricórnio
05. Idade: 15 anos
06. Tatuagem: Falta o desenho
07. Tem estado em outro continente? Não
08. Ama tanto alguem que seria capaz de chorar? Fácil
09. WTF? Que porra é essa?
10. Você teve alguma fratura? Noup
11. Pepsi ou Coca-Cola? Coca-cola
12. Tipos de bebidas?: Suco de qualquer sabor, tirando alguns
13. A metade de vidro cheia ou metade vazia?: A cheia
14. Cor de roupa intima favorita: Preta
15. Número do calçado: 37/38
16. Número favorito: 4/8
17. Tipo de música: Qualquer tipo de música...boa!
18. Flor(es): As cheirosas
19. Assunto de conversação mais detestável: Meu cabelo
20. Cor(es) favorita(s): Verde, preto, roxo
21. História infantil favorita: Bela e a Fera
22. Como te ver no futuro?: Com alguém que eu ame e que me ame...feliz!
23. Tem noivo (a): Não :~
24. Amigos especiais:
Gabriela, Vitor e Bruno
25. Tem computador: Sim
26. Bandas preferidas: Tantas
27. Qual a primeira coisa que você pensa quando acorda? Eu não penso...
28. As tempestades você gosta ou elas te assustam? Eu gosto
30. Se pudesse ser outra pessoa quem seria? Nunca pensei nisso
31. O quem tem debaixo da sua cama?: Um colchão
32. Esporte preferido: Volei \o/
33. Tímido ou extrovertido: Um pouco dos dois
34. Seu nickname: Vih, Vivi
35. Frase que vc diz muito: "Você peida! - Vai se foder!"
36. Gostaria de ganhar um buque de flores no seu niver: Siiim! *-*
37. Doce ou salgado?: Doce e depois salgado
38. Acredita que um amor pode durar eternamente? Sim
39. Voce gosta de dirigir? Mesmo sem dirigir, sim
41.Ultimo lugar que voce gritou: Na rua, dizendo pro meu amigo que eu amava ele
41. O que faz quando esta aborrecido (a)? Fico me questionando e pensando o quanto sou estúpida
e se estou perto de um amigo, o abraço
42. Amigo que vive mais longe: Gabe
43. Hora de ir pra cama: O mais tarde que eu conseguir
44. Evento preferido: Qualquer lugar com pessoas queridas
45. 3 Desejos: Ele, mamãe, escola
46. Infiel num namoro? Depende..
47. Qual foi o teu pior erro? Magoar quem me amava por não saber o que fazer
48. O que é amizade pra você? Gabriela
49. É viciado em algo? Não sei
51. Qual foi o melhor e o pior dia de sua vida? Tento fazer com que cada dia seja o melhor
52. Voce se considera ciumento(a)? Demais
53. Qual personagem de desenho (animes) você mais curte? Bob Sponja, Patrick, Pica-Pau
Existem aqueles momentos, em que você se imagina a pessoa mais sortuda de todo o mundo e...dois minutos depois você se vê perdida e percebe que às vezes as coisas fogem do seu controle e que apesar de achar que tem tudo pra ser feliz as coisas não são bem assim. Você para, pensa, e vê tudo a sua volta se movimentando e simplesmente mudando, em meio piscar de olhos. De repente certas idéias começam a fazer sentido e depois de tudo você só não consegue entender porque as coisas não podem acontecer do seu jeito?!...
Did you ever wonder if we make the moments in our lifes or if the moments in our lifes make us? if you could go back and change just one thing about your life, would you? and if you did, would that change make your life better? or would that ultimatly break your heart?or break the heart of another? would you choose an intirely diferent path or would you choose one thing? just one moment. one moment that you always wanted back.
"E esse é o problema das pessoas que são sinceras: acham que todo mundo também é."
O caçador de pipas - Khaled Hosseini
Snow Patrol # Open your eyes
All this feels strange and untrue And I won't waste a minute without you My bones ache, my skin feels cold And I'm getting so tired and so old The anger swells in my guts And I won't feel these slices and cuts I want so much to open your eyes Cos I need you to look into mine Get up, get out, get away from these liars Cos they don't get your soul or your fire Take my hand, knot your fingers through mine And we'll walk from this dark room for the last time Every minute from this minute now We can do what we like anywhere I want so much to open your eyes Cos I need you to look into mine Tell me that you'll open your eyes
Eu sempre fui de confiar muito nas pessoas, no que elas fazem ou dizem. Não vejo sentido em dizer algo que não é verdade, mas bom...com ele era diferente! Não foi fácil aprender a encontrar um pouquinho de sentimento em cada palavra única que eu tinha o prazer de ouvir e quando esse pouco era tão pequeno, pequeno a ponto de ser imperceptível era ainda mais especial. Hoje depois da decepção, depois de escutar as palavras mais revoltantes percebo que confio ainda mais do que eu acreditava confiar. Brigo, e não desisto, não foi à toa, não foi tempo perdido! Ao respirar meu perfume ele se entregava! Seu apaixonado jeito de pegar em meu pescoço e me beijar, quando me abraçava, cobrindo meu corpo, me aquecendo e me mantendo segura. As coisas mudaram, até mais do que eu gostaria, o porquê eu não sei. Andei pensando, encontrei algumas explicações e até mesmo através delas transparece a confiança. Sempre um jeito carinhoso de decifrar suas atitudes, sem um pingo de maldade, inspirado em seus olhos! Talvez seja medo, medo de começar a sentir algo mais forte, uma falta ou necessidade impertinente que custaria passar ou... não digo medo, mas êxito de me fazer sofrer pois é visível meu afeto e seria impossível não me apegar. Talvez...talvez não seja nada disso! Sinto uma dor no coração em lembrar de certas (muitas) coisas – a dor é pelo simples fato de tudo terminar sempre em...Decepção!.. Sinto falta de acordar e logo de manhã receber beijos e mais beijos, de rolar de um lado pro outro na cama, de minha mão acompanhando sua pele, lhe causando arrepios, de seus braços me confortando, e seus olhos me fazendo estremecer. Seu jeito de brincar e dizer – Então é assim? E logo depois correr para me abraçar e por mais que eu tente segurar, seu incrível jeito de me fazer rir. O jeito como ele me fazia sorrir é inesquecível!!! Andei sonhando com essas coisas... Mas no sonho nós ficávamos juntos, ele se dizia apaixonado – hahaha! Hoje me peguei pensando em seus beijos... Ah! A gente só ficava às vezes, pra que me iludir não é? Queria ter cada pedaço de minhas lembranças novamente, tudo isso que eu vejo quando fechos meus olhos... ta fazendo falta! Tudo vai ficar bem!...
"Vem me fazer sorrir de novo Você ta fazendo falta Cada pedaço do teu corpo Eu queria ter de volta"
E então, o que falar sobre os vegetarianos? Bom, não acho que deixar de comer ou deixar de comer carne, mude muito o mundo, acho que na verdade quase que não deve interferir. Há tanta coisa errada no mundo, não acredito muito sobre o que dizem de que se fizermos nossa parte podemos mudar essas coisas, mas não estamos fazendo nada errado ao comer carne, não digo que seja besteira ser vegetariano, cada um sabe o que faz da vida, mas acho meio sem sentido, um ponto de vista que é meio irônico e subentendido. Uma vez vi um vídeo que realmente me assustou, nele apareciam imagens de matadouros, era horrível, pensei até em virar vegetariana depois do que vi, quando comentei com meu pai ele disse que aquilo era uma besteira e que na verdade não era bem daquele jeito. Eu particularmente não tenho nada a dizer, só acho que deve ser bem chato não poder sair num domingo bem bonito, com a família para ir a uma churrascaria comemorar ou simplesmente ganhar uns quilinhos a mais! Aquelas picanhas suculentas me parecem tão interessantes!
"Por que a gente conta o tempo em anos? Por que não em luas, como antigamente? ou em sóis que a gente viu nascer? Abraços que a gente deu. Lugares que conheceu. Sorrisos, talvez. Quantos sorrisos você tem?"
Se até meu irmão se apaixona porque um outro homem qualquer, não, ele não, qualquer homem não haveria de se apaixonar? Imagino um homem, mas homem mesmo, não uma criança que eu tivesse que criar, um homem que cuidasse de mim, me protegesse e me desse toda atenção que qualquer menina deseja sem ao menos eu lhe ter que implorar por isso, e porque não? Tenho medo de acabar passando mais da metade da minha vida procurando por isso e um medo maior de ficar pra tia! Imagina só? As pragas de minha irmã iriam se realizar, que destino cruel, passar o tempo de vida sem ter vivido um amor, um amor para sempre! Bom, eu acho que estou quase perdendo as esperanças, antigamente acreditava que me bastava achar alguém que eu gostasse, que por ele meus olhos brilhassem e que então, ele me amaria, fácil assim. Hoje quanto mais me declaro para um simples limão mais percebo que de nada vale gostar de alguém, sentir o coração acelerado, de nada vale nada! Nada...Nem ao menos o nada faz sentido! Diga-me então... O que faz sentido? Nem ao mesmo o amor pelos pais faz sentido afinal por um segundo, ao ouvir um simples não, conseguimos odiá-los. Pra que se apaixonar? Seria mais fácil esperar o príncipe encantado, já viria pronto, só esquentar e comer! Ah, eu estou brincando, mas realmente seria mais fácil esperar por um homem que já viesse com aquela vontade de te fazer feliz e com todo aquele amor no peito, mas ainda assim não faz sentido. Uma vez conheci um príncipe, parece estranho, mas ele não chegou a mim nem a cavalo, nem com capa, cabelo nem loiro e muito menos esvoaçante, mas assim que olhei em seus olhos e senti seu coração batendo forte vi logo que era um príncipe, não tinha nada de encantado e isso foi o que me chamou a atenção! Ele estiva ali, logo a minha frente, na portaria de meu prédio e não há ninguém no mundo que possa dizer que aquilo não foi real, tentei me jogar em seus braços e viver meu conto de fadas, mas pelo que percebo hoje...Ainda não era minha hora! Esse sentido em meu coração que me prende a esse tal de limão, muito menos ele faz sentido. Costumo em minha vida evitar o que me faz mal e com ele, puxo cada vez mais o que me faz mal para perto de mim e quando encontro alguém querendo me dar o carinho que tanto me faz falta digo logo não e torço pra ser o limão que está na minha frente, mas nada dele aparecer! Se ao menos eu ainda conseguisse sonhar, me bastaria, mesmo que fosse num sonho viver o conto de fadas, mas nem isso eu faço! Deito a cabeça em meu travesseiro e desmaio, devo estar a espera de um beijo que me acorde, até quando a espera continua? Será que isso também faz algum sentido?...
sexta-feira, 16 de março de 2007
esse é só o começo do fim da nossa vida deixa chegar o sonho, prepara uma avenida que a gente vai passar - veja você, quando é que tudo foi desabar a gente corre pra se esconder... - e se amar, se amar até o fim - sem saber que o fim já vai chegar
quarta-feira, 14 de março de 2007
Cecília Meireles
É preciso não esquecer nada: nem a torneira aberta nem o fogo aceso, nem o sorriso para os infelizes nem a oração de cada instante. É preciso não esquecer de ver a nova borboleta nem o céu de sempre. O que é preciso é esquecer o nosso rosto, o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso. O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos, a idéia de recompensa e de glória. O que é preciso é ser como se já não fôssemos, vigiados pelos próprios olhos severos conosco, pois o resto não nos pertence.
Eu o segurei em meus braços, ele era perfeito! Seus olhos azúis, imensos, igual os do pai. Pés e mãozinhas gordinhas, incrivelmente pequenos, seu cabelo liso, um loiro radiante! Enquanto dormia, uma leve expressão angelical, mas já acordado um sorriso gracioso, calmante que mesmo sem querer era de tocar o coração. Ele era um fruto, eu, eu torcia para que fosse o fruto, o maior deles, da felicidade de meu amigo. Seu nome era Matheus, forte assim, bonito assim! Ele ainda não nasceu mas desde já o abençou e lhe desejo saúde, que ele seja feliz, cresça, se torne um homem e que encante ao mundo tanto como seu pai comigo fez. Amém!
sábado, 10 de março de 2007
Cachorro Grande # Debaixo do chapéu
De baixo do meu chapéu com o nariz gelado Maxigola quente soando diferente Meu chapéu tipo Bob Dylan me ajuda a pensar Nos timbres e nas cores da minha música...
Senta e me aqueça com sua paciência Toda circunferência da minha cabeça...
Religião? É, religião! É complicado escrever sobre uma coisa que costumava me assustar afinal, em uma casa de tradição judaica eu sou a única, de quatro filhos que não fez aula, e não tem nem vontade de fazer batmitzvah. Desde sempre eu nunca tive interesse em religião, ao meu ver, muitas vezes as pessoas são, desde pequenas, acostumadas a acreditar em algo porque seu pai acredita. Nunca consegui ver a religião como uma coisa própria, sua e só sua. A fé, sim, essa sim! Muita gente diz que religião é fé, eu digo até que elas tem, realmente, uma ligação grandiosa mas a fé, vai de cada um, é um sentimento interior, que nasce com você e vai da sua cabeça cultivar ele, seguir ele e tudo o mais. Nunca fui de ajoelhar ao lado da cama, todo dia antes de ir dormir e agradecer por tudo aquilo que tenho, mas como disse da fé, sei que lá dentro de mim existe um lugarzinho escrito assim “aquilo que toda pessoa deve ter”. Sei que ele existe pois por muitas vezes me peguei agradecendo pelo amor de todo lado e de toda forma que existe em minha vida e pedindo pra que ele cuidasse de pessoas especiais em momentos difíceis. Não há nada que tire ele de lá, pois que faz parte de mim!
Mais triste do que o que acontece É o que nunca aconteceu.
Meu coração, quem o entristece? Quem o faz meu? Na nuvem vem o que escurece O grande campo sob o céu. Memórias? Tudo é o que esquece. A vida é quanto se perdeu. E há gente que não enlouquece! Ai do que em mim me chamo eu!
Poetas e loucos, aos poucos cantores do porvir e mágicos das frases endiabradas sem mel, trago boas novas! Bobagens num papel, balões incendiados, coisas que caem do céu sem mais nem por que. Queria um dia no mundo poder te mostrar o meu talento pra loucura, procurar longe do peito eu sempre fui perfeito pra fazer discursos longos, fazer discursos longos sobre o que não fazer. Que é o que eu vou fazer? Senhoras e senhores trago boas novas, eu vi a cara da morte e ela estava viva! Eu vi a cara da morte e ela estava viva - viva. Direi milhares de metaforas remadas das tripas coração do medo, minha oração pra não sei que deus da hora da partida, na hora da partira, a tiros de vamos pra vida então, vamos pra vida!